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EU QUERO DEUS

EU QUERO DEUS

Quando leio em Gênesis, que “Enoque andou com Deus 300 anos”  (5.22); e uma segunda declaração de que Enoque andou com Deus e depois não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado (v.24); sinto o quanto me falta para alcançar o que Enoque conseguiu. Lendo e relendo essa  expressão bíblica sobre esse  homem,  recebo força para continuar buscando a companhia e a amizade de Deus.

E então me lembro de Abraão, chamado de amigo de Deus  não só uma vez, mas duas vezes. 2 Crônicas 20.7 registra  a oração do Rei Josafá: O Senhor deu aquela terra aos descendentes do teu amigo Abraão; e outra vez em Isaias 41.8,  quando o próprio Senhor faz essa declaração: Você porém, oh Israel, meu servo Jacó, a quem escolhi, vocês descendentes de Abraão, meu amigo.

Essa relação de amizade entre o Senhor Deus e Abraão desperta em mim o desejo  de alcançar uma comunhão mais íntima com meu Senhor. E  fico me perguntando, o que teria produzido esse amor tão forte entre o Pai e o filho Abraão?! Seria a predisposição no coração de Abraão para obedecer, não se importando com o custo de sua decisão? Como quando partiu da Mesopotâmia para Canaã, enfrentando mil perigos e adversidades? Certamente o mais precioso para ele era obedecer  a Deus, ainda que lhe custasse muito deixar para trás o pai,  a mãe,   os irmãos, a segurança de viver no meio do seu próprio povo. Ou quando Deus lhe diz para levar seu filho Isaque  para oferecê-lo em holocausto no Monte Moriá. E Abraão, com o coração partido, sem entender o porquê do Pai lhe pedir um sacrifício tão terrível – sacrificar seu próprio filho – vai até Moriá para sacrificá-lo.

Que turbilhão de pensamentos e sentimentos  rugiam na mente e na alma desse amigo de Deus! Contudo,  disposto a ir até às ultimas consequências para ser intimo do Deus Eterno, vai levando seu filho para morrer. Sobe o monte Moriá, constrói o altar de pedras, amarra o filho no altar, pega sua faca  com toda força, pois vai degolar seu filho. Então a voz do céu o paralisa, tendo já  seu braço erguido segurando firme em sua mão o ferro que degolaria o jovem. A voz do céu lhe diz: “Abraão, Abraão!” “ Eis-me aqui”, respondeu ele. “Não toque no rapaz”, disse o anjo. “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho” (Gen. 22.11-12).

Esse agora sei  me deixa em suspense. Parece ser o  final de um processo no qual  é forjada a amizade entre Deus e o homem. Amizade que é resultado de anos e anos de caminhada juntos. Como no relacionamento humano em que os verdadeiros amigos são aqueles com quem caminhamos dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta anos. É diferente. Depois de tantos anos  de convivência, o amigo entende um olhar, uma meia palavra, ou um gesto tão fortuito que para outros  nada significa.

Agora sei disse o anjo do Senhor. Isto, de fato, desperta temor em mim, porque não tenho razões para imaginar que Ele já possa   dizer o mesmo de mim.  Agora sei, Jonathan, que você me ama mesmo! E é capaz de amarrar seu Isaque no altar do holocausto e sacrificá-lo em adoração ao seu Deus.

Por que estou compartilhando isto com você? Quem sabe você também está almejando  crescer em  sua intimidade com o Pai. Talvez, lendo o que estou escrevendo,  você poderá receber mais luz  nessa sua trajetória de busca de intimidade com Ele. Fico pensando que você como eu está fazendo constantemente esta oração: “Pai, aviva o meu coração. Pai, enche-me do Teu Espírito. Pai, torna-me sábio. Pai, torna-me humilde. Pai, que eu experimente o quebrantamento genuíno. Pai, aceita-me para andar com o Senhor como Enoque andou com Deus 300 anos. Pai, faz de mim um amigo Seu. Que glória,  meu Pai, ser declarado amigo de Deus”.

Com um abraço carinhoso.

Pastor Jonathan